Sindicato dos Funcionários do BB Japão

Notícias do Sindicato do Banco do Brasil no Japão

Reunião Negocial 10 de maio de 2011

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Hoje, na Reunião Negocial com o banco, tivemos a participação da Diretoria do Sindicato e alguns afiliados, presidente da Federação dos Bancos Estrangeiros e do lado do BB: a gerente de RH, advogado e assistente do advogado.

Questionamos a respeitos das ações ilegais e injustas referente a greve:
– férias negadas a funcionário que participou da greve, funcionário obrigado a utilizar férias por ordem da administração, sem ter ao menos solicitada. A escolha do período de férias é um direito do funcionário, conforme a Lei Trabalhista.
– afiliados ameaçados sobre responsabilização de perdas e danos decorrentes da greve.
– afiliados ao voltarem ao trabalho após a greve e tiveram seus postos substituídos por novos funcionários
O advogado ficou desacreditado e negou a veracidade das colocações, afirmando que se fossem verdadeiras seriam ocorrências muito sérias. Ficou de verificar se os fatos realmente ocorreram ou não.

Pedimos a presenca da administração, para confirmação de fatos e melhorar a eficiência da negociação. O advogado não fez nenhum comentário conclusivo sobre o assunto.

Colocamos ao advogado a respeito da instalação de câmeras, algumas com dispositivo de gravação de som, no ambiente de trabalho, que podem ser vistas como câmeras de vigilância, que violam inclusive os direitos de privacidade. O advogado alegou que seriam câmeras de segurança, pois se trata de instituição financeira, mas não soube explicar sobre a função de gravação de som.

Foi solicitado ao advogado esclarecimentos acerca das razões da demissão do Ricardo. O advogado citou como razão principal uma ocorrência de julho/2010 (na qual esta sendo alegada a falta de verdade do Ricardo num pedido de informação da administração), além de advertências envolvendo um furikomi de valor incorreto e a saída de funcionário do setor para fora do ambiente de trabalho com um formulário de solicitação do cliente (risco de vazamento de informação pessoal). Tambem foi citado que contribuiu para a decisão da administração algumas notas baixas na ADF assinada somente pelo Julio (sem ao menos ocorrer entrevista com o Ricardo).
– Ao confirmar com o advogado se essas seriam as razões, o mesmo afirmou que sim.
– Após alguns instantes, a gerente de RH falou algo em voz baixa para o advogado, alegando que na verdade haveria mais razões, mas que como o próprio havia anotado em caderno que deixara outro local, informaria ao sindicato na proxima reunião. Foi solicitado ao mesmo que passasse a anotação via fax no dia logo após a reunião, mas o mesmo negou o pedido.

Foi perguntado a gerente de RH se a mesma tinha conhecimento dos normativos internos referentes a RH. A mesma afirmou que teria lido todo o conteúdo e que tinha conhecimento.
– Foi questionado a ela quais seriam os procedimentos a serem tomados no caso de demissão. Sem hesitar, afirmou que primeiro deveria ocorrer vários ciclos avaliatórios, feedbacks do avaliador sobre os pontos que o avaliado deveria melhorar e que mesmo após várias advertências o avaliado nao melhorasse, ocorreria a demissão. O processo de demissão não espelha os normativos internos.

Foi acordado entre as partes que a próxima reunião negocial ocorrerá em uma semana.

Written by funcionariosbbjapan

2011/05/10 at 20:12

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