Sindicato dos Funcionários do BB Japão

Notícias do Sindicato do Banco do Brasil no Japão

Sétimo dia de Greve

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BANCO DO BRASIL NO JAPÃO:

GREVE INÉDITA POR QUESTÕES TRABALHISTAS

Os funcionários do Banco do Brasil no Japão estão em greve geral, por tempo indeterminado, desde 20 de abril. Com participantes nas 7 agências instaladas no arquipélago, o movimento é um protesto contra o abuso de poder por parte da administração local. Esta vem perseguindo o sindicato com intimidações, desde sua criação em 2009 e, mais recentemente, com rebaixamentos de cargo, remoção e demissão dos afiliados, sem motivos plausíveis. O sindicato vem sendo continuamente ignorado em seus pedidos por uma negociação séria sobre os casos, não restando outra alternativa se não a paralisação. Fato inédito em 38 anos de história, desde o início das operações do banco no país. De um total de 160 bancários, cerca de 120 são sindicalizados.

Gerência Desacata Lei Trabalhista Local

Em 31 de janeiro de 2011, a administração impôs a 3 funcionários sindicalizados o rebaixamento de cargo e a remoção para diferentes cidades. Além de bloquear os acessos internos dos mesmos, exigiu que apresentassem pedido de demissão, caso não pudessem cumprir a ordem dentro de 1 semana. A explicação dos motivos para tais decisões foi vaga e inconsistente. O Sindicato dos Funcionários do BB no Japão, em conjunto com a Federação dos Bancos Estrangeiros, pediu a revogação destas imposições, a qual foi recusada.

Sem outra escolha, foi solicitada uma reunião para negociar pelo menos um prazo maior. Os administradores conduziram esta negociação de forma unilateral, exigindo até com emprego da violência, que o funcionário concordasse com o prazo de 1 mês, reduzido posteriormente por um treinamento antecipado. Após esta ocasião, foram realizadas várias reuniões infrutíferas, às quais nenhum gerente compareceu. Em face disso, os bancários deram entrada ao processo no Tribunal Distrital de Tokyo, no dia 8 de março.

Mesmo com um processo judicial sobre os ombros, os gerentes continuam atacando o sindicato. Em seguida, demitiram um dos funcionários, sem justa causa. Além de ignorarem a urgência do agendamento, não compareceram à negociação, enviando o advogado representante que não soube sequer explicar os motivos para a demissão.

No final de janeiro de 2011 foram estabelecidas metas de trabalho absurdas, sem nenhum fundamento. Até o presente, foram 4 os membros do sindicato submetidos a avaliações forjadas com pontuação injustamente baixa, pressionados a assinarem em acordo e sem direito ao diálogo. Apesar de contrariar o regulamento interno estabelecido pela sede, a administração vem utilizando este artifício para eliminar os sindicalizados.

Após o terremoto de 11 de março e o desastre nuclear, os administradores praticamente abandonaram a agência principal em Tokyo, a pretexto de implantarem uma estrutura de contingência em Nagoya. Em detrimento das negociações, o advogado da gerência prorroga respostas, alegando dificuldade na comunicação com a mesma, devido à tragédia e como se Tokyo e Nagoya estivessem no epicentro. Este mesmo advogado só soube da paralisação quando encontrou os grevistas no tribunal, durante a audiência do dia 20 de abril. Isto comprova o descaso dos gerentes em resolver a questão.

Falta de Transparência

A falta de transparência da administração local, cujas atitudes contradizem o discurso, cria grande insegurança entre os bancários. Ao mesmo tempo em que diz estar aberta ao diálogo e preocupada com o bem estar dos funcionários, estes vão sofrendo constantes arbitrariedades, sem o direito de autodefesa ou de negociação. Se planejam enxugar o quadro funcional, mostrariam mais sabedoria com uma conversa franca e processos justos de desligamento voluntário.

A contradição gerou o impasse, que é um grande paradoxo em termos negociais. Quando administração e funcionários deveriam somar forças e talento para o sucesso dos negócios, infelizmente, o que acontece é um conflito interno que só contribui para travar o progresso e destruir as conquistas de até então.

A despeito do que alguns possam pensar, os contratados locais do BB no Japão diferem do estereótipo do funcionário público. Para estes contratados locais, não há mordomias. Nem é isto que estão reivindicando. Estão nesta luta, com perseverança e trabalho, simplesmente pela revogação das ações injustas, pela restauração de um ambiente de trabalho digno, que permita oferecer novamente serviços à altura do Cliente.

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