Sindicato dos Funcionários do BB Japão

Notícias do Sindicato do Banco do Brasil no Japão

Primeira Reunião Negocial

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Nesta data, demos novamente um grande passo adiante para garantirmos os nossos pleitos.

Realizarmos (finalmente) a tão esperada primeira reunião com os representantes da Administração do BB Japão, com a presença de aproximadamente 25 representantes de nosso sindicato e representantes das 3 Federações que têm nos apoiado desde o início.

Por outro lado, estiveram representando a Administração do BB Japão, um gerente expatriado e o compliance officer, com o auxílio de dois advogados.

Fomos recebidos de forma “muito calorosa” pelo advogado, que “muito preocupado” com a quantidade de pessoas, perguntou-nos se o número de cadeiras (algo em torno de 15) seria suficiente. Agradecemos a preocupação dele, informando que não haveria nenhum problema em boa parte dos representantes do sindicato (e representantes das Federações) ficarem em pé.

A reunião teve início com a pergunta de nosso presidente se, os presentes estariam representando a administração do BB Japão, o que nos foi confirmado. Perguntamos ainda a razão do gerente regional não ter comparecido. O advogado (que acabou “representando” as palavras da administração do BB Japão em quase toda a reunião), alegou que julgaram ser mais adequado somente a presença dos dois nesta reunião.

Em resposta aos nossos pleitos, o advogado passou-nos as seguintes posições:

1)      Corte do bônus e/ou corte de funcionários

Pedem a compreensão de todos os funcionários de que as medidas a serem tomadas foram as alternativas encontradas para a “sobrevivência” do BB Japão, dentro da crise financeira…

2)      Movimentação de pessoal (transferências, remoção de cargo etc)

Querem na medida do possível discutir o assunto, mas não seria viável obter o consentimento do sindicato em todas as oportunidades.

3)      Fechamento/merge/venda etc do Banco mediante consentimento do sindicato

O assunto pode ser discutido, caso por ventura venha a ocorrer.

4)      Demissão, tratamento discriminatório/desvantajoso a funcionários sindicalizados ou em vias de se sindicalizar etc

Como trata-se de assunto legal, é evidente que a administração sempre visará respeitar o que for previsto em Leis.

5)      Alteração das políticas salarias etc mediante acordo com o sindicato.

A administração sempre tentará ser o mais justo possível.

6)      Disponibilização de local para instalação do escritório do sindicato dentro da agência.

No momento, não há espaço suficiente e será muito difícil atender à solicitação, mas talvez no futuro.

Após os resumos das respostas concedidas pelo advogado, tivemos início a  inúmeros questionamentos, de nossa parte, focados principalmente na questão da decisão da Administração pelo corte do bônus ou corte de funcionários, entre outras ações que julgamos serm injustas.  Principais pontos levantados de nossa parte:

a)      O nosso bônus nada mais é do que parte de nosso salário, pois sempre foi pago, na mesma proporção, independente do resultado do Banco: alegaram que o bônus depende do resultado do BB Japão e que, devido à situação atual (crise), tiverem que decidir pelo corte. E quando o Banco conseguiu muito mais lucro, os funcionários ganharam mais?

b)      O que os administradores entendem do fato do nosso bônus ser cortado, mas o rendimento deles continuariam “intactos”: não nos foi respondida esta questão. Pelo contrário, a resposta dada não disse nada com nada… (ou seja, não tinham resposta).

c)      Qual o resultado que o BB Japão deve alcançar para ocorrer o pagamento do bônus, e qual é o resultado que acarretaria no não pagamento do bônus: o Júlio alegou que isso já foi explicado na reunião do dia 23/10 e não quis se manifestar no momento.

d)      Foram passadas várias sugestões, por parte do funcionários, para a melhoria dos resultados do BB Japão, mas não houve manifestação por parte a Administração: o advogado pediu exemplos, mas a questão é que nunca houve manifestação da administração em relação às sugestões, exceto o comentário de que as sugestões não eram “boas” (para não falar outra coisa).

e)      Há algum tempo, as horas-extras foram proibidas, mas o fato é que, tendo a necessidade de se concluir o expediente, os funcionários acabam sendo obrigados a ficar além do horário. Mas ao invés do pagamento de horas-extras, pede-se para “compensar” esticando-se o horário de almoço, ou alterando o horário de entrada/saída (o advogado ficou muuuuito supreso e assustado ao ouvir esses comentários).

f)        Ex-representantes de Hamamatsu e Nagóia sofreram ameaças para não somente se desligaram do comitê executivo do sindicato, mas também para entregar aos seus respectivos gerentes carta formal informando terem se desligado do comitê: o Júlio confirmou, por DUAS vezes, que o que ocorreu foi que os funcionários se manifestaram junto aos administradores de que não se sentiam confortáveis em fazer parte do comitê executivo e que não houve approach por parte do Banco: novamente, o advogado arregalou os olhos e falou que não era essa informação que ele tinha…. e que esse tipo de ação É FORA DA LEI, mas que os administradores não estão falando dessa forma para ele.

É importante ainda frisar que o advogado pediu, em várias oportunidades, que “entendêssesmos” (o mesmo não foi nada convincente) a situação de crise do Banco e que se possível, déssemos sugestões para que o Banco não precisasse tomar esses tipos de medidas. Insistimos, também, em quase todo o tempo, que qualquer tipo de negociação deveria se iniciar após o cancelamento, por parte da administração, da decisão anunciada no dia 23/10. O advogado, timidamente, afirmou que não poderia decidir sobre o cancelamento da decisão naquele instante, mas insistentemente pediu-nos para continuarmos a negociação, sem no entanto considerar o cancelamento da decisão por parte deles.

Durante boa parte da discussão, pudemos sentir que o advogado mostrou-se surpreso por nossas colocações (pois certamente teriam implicações legais). Um dos representantes das Federações pediu, inclusive, que o advogado passe as devidas orientações legais aos administradores, para que os mesmos entendam plenamente o que pode e o que não pode ser feito, com base nas leis locais.

Tivémos ainda outras várias colocações e discussões que, não só em nosso entendimento, mas como dos representantes das Federações, fortaleceu ainda mais a nossa posição.

Por fim, devido à restrição de horário, foi acordado entre as parte de que o advogado nos passaria, preferencialmente por escrito, a data da próxima reunião, para nova manifestação por parte da administração (uma vez que afirmamos não concordar com nenhuma hipótese de corte de bônus ou redução do quadro funcional), sendo a nossa expectativa ocorrer dentro de no máximo uma semana. Foi frisado ainda a eles que o assunto afeta a ‘vida’ dos funcionários, sendo de nosso interesse que a questão seja resolvida no menor espaço de tempo possível. E que, acima de tudo, somos 177 funcionários (muito mais de 90% do quadro total) esperando por uma e única solução justa do assunto. Informaremos a data da próxima reunião e eventuais novidades assim que obtivermos a manifestação do advogado.

Novamente, a todos do Sindicato, graças à união de todos, demos NOVAMENTE um imporante passo rumo à conquista de nada mais, nada menos, do que é o justo.


Written by funcionariosbbjapan

2009/11/12 at 23:29

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